Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

Para 2016 o fruto proibido 

Devia dizer amor. Sim, que o que mais desejo para 2016 é amor. Que sim, que é o mais importante. Que sim, que sem amor é que tudo se torna impossível. Mas amor já tenho. Tanto mas tanto. E quero mesmo acreditar que além deste amor, posso desejar mais qualquer coisa. Para mim. Para nós. Para todos.

Comecei por escrever, ler e deprimir. Deprimir com o que eu própria escrevi.

Mas a verdade é só esta. Podemos ansiar por uma evolução profissional, podemos querer muito que ele se decida e finalmente diga as palavras mágicas (sejam elas quais forem), podemos desejar ganhar o euromilhões. Sim, podemos.

Mas aquilo que eu quero mesmo para mim, para nós, para todos, é o fruto proibido. E não posso olhar para as palavras que escrevi abaixo e deprimir. Tenho de ler estas linhas que me saíram sem qualquer reflexão prévia e olhar para elas como efectivamente são. Uma esperança.

Sim. O fruto proibido. Aquele que cada um de nós mais desejar e que é verdadeiramente proibido. Proibido por não estar nas nossas mãos. Proibido por não depender de nós. Proibido por nos fazer sentir inúteis.

Para cada um de nós, que em 2016 tenhamos o nosso fruto proibido. A cura do cancro de que o vosso pai sofre. Avanços na doença raríssima da vossa filha. A cura do Parkinson da vossa avó. A cura da infertilidade da vossa irmã. A cura da paralisia do vosso primo. A cura da diabetes da vossa tia.

Sim, para 2016 o que desejo é isto. O fruto proibido. Aquilo que não depende de mim e que já me fez sentir menos que nada. Saúde.

Feliz 2016!

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