Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

Últimos posts

tudo o que vou dizendo por aqui

Ela é a melhor. E a mais especial.

Se chegava a hora de chegar e eu (ou a Nídia) ainda não tínhamos aparecido, nunca ficava ansiosa. Há trânsito. Há transportes que se atrasam. Há pequenas pessoas – adolescentes ou adultas, que se distraem com horas. Para ela, não havia motivo de preocupação. Sabia, como provavelmente só uma mãe sabe, que estava tudo bem. Com quinze anos ligava-lhe três, quatro, cinco vezes por dia quando estava em casa de

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seis meses quase sete

Seis meses quase sete deste gordo. E têm sido dias fabulosos… se é verdade que não é um nenuco-come-e-dorme como a irmã, não deixa de ser verdade que é um bebé fácil. Mama bem, come bem, adormece sem dificuldade e, acima de tudo, é super super super bem disposto! É fácil de interpretar e ainda mais fácil de satisfazer! Continua a ir comigo para tooooodo o lado e não me

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Onde é que está a tia Nídia?

Depois da natação e logo a seguir a ter pedido um iogolino. – Oh mãe porque é que o avô Diamantino morreu? (A sério Maria? Saíste agora da natação e é disso que te lembras?) – Ficou doente e como já era velhote morreu. – Oh mãe porque é que as pessoas morrem? (Já tivemos tantas vezes esta conversa Maria Marchante…) – É assim a vida filha, todos vamos morrer.

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sofá, chá e uma manta | la mante*

*francês, o louva-a-deus   la mante é uma série de seis episódios. um policial francês com um enredo muito interessante, uma serial killer presa há vinte e cinco anos, um filho de uma serial killer que é polícia, um copycat desta serial killer. por partes, é francês e por essa razão engata-me logo à partida. depois – e muito importante, estamos a falar de uma serial killer e, quem lê

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A primeira sopa

O Rodrigo fez seis meses no dia 29… E foram praticamente seis meses de amamentação exclusiva. Há algum tempo que já fica sentado connosco quando fazemos as refeições e há largas semanas que dava dó ver o olhar dele seguir os nossos talheres e a curiosidade louca com que observava a comida nos nossos pratos. Decidimos que no Natal íamos iniciar – devarinho, sem pressas e sem pressões, a diversificação

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sofá, chá e uma manta | versailles

Drama. Suspense. Romance. E, numa onda diferente, há umas semanas vi as duas temporadas disponíveis de Versailles. De época, claro. E, só podia ser sobre a corte de Louis XIV, o responsável por Versailles como o conhecemos ao dia de hoje. À semelhança de tantas e tantas outras criações sobre a corte de Louis XIV, não deixa de ter inúmeras cenas e pequenos episódios caricatos, mas contrariamente ao que acontece

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We were just kids when we fell in love

O restaurante está escolhido. Hoje foi a minha vez. Estou sentada na cadeira do cabeleireiro. Há exactamente dezanove anos, precisamente a esta hora, quando não existiam blogs e os telemóveis só serviam para fazer chamadas, estávamos atrás do pavilhão de ginástica. De repente tocou a campainha, percebi que estava atrasadíssima, peguei na mala e saí a correr. Deixei-te pendurado não foi? Parece a descrição da cena de uma série para

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Estar vivo é uma bênção.

Às vezes é um pedido de ajuda. Noutras ocasiões, mais esporádicas, mera curiosidade. Por vezes aparecem respostas a uma questão que não coloquei, em jeito de confronto quando não ataquei. Por mensagem. Cara a cara. Nas redes sociais. De amigos, desconhecidos, familiares. “Isso da felicidade que não existe. É uma moda, uma mania de que todos temos de ser permanentemente felizes”. (Não temos. Mas devemos.) Como é que é isso de

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um patamar (in)alcançável?

e o baptizado do rodrigo? é verdade, com a maria também tivemos esta dificuldade. os motivos eram (muito) diferentes, as circunstâncias também. agora a dificuldade é outra e, se hoje, neste exacto momento, me parece quase insolucionável, também sei que amanhã é um outro dia. e que a vida não deixa de nos surpreender resolvendo-se (ou resolvendo-nos). foram dois anos. dois anos com esta incerteza, com esta dúvida, com esta

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a mãe é a pior

21h30. ele no berço a dormir. ela na cama dela a dormir. o mais velho foi ver o jogo. eu aterrei no sofá. Rewind. 21h. ele acaba de mamar e deito-o no berço com um olho meio aberto e o outro meio fechado. ela termina de escovar os dentes e vai para o quarto. pego num dos livros da colecção “espreita”. o atlas. começamos na américa do norte, descemos até

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