Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

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tudo o que vou dizendo por aqui

um ano

choras mais num só dia do que a tua irmã chorou em seis anos. choras porque tens sono. choras porque tens sede. choras porque tens fome. choras porque és contrariado. já conversámos sobre a minha intolerância ao barulho mas teimas em fazer de surdo. partes jarrões e frascos de verniz. róis móveis e sapatos. róis bolas e garrafas de água. estragas as fitas das chupetas e os autocolantes da tua

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Avulso.

A panela de pressão não ficou bem fechada e fiquei com cinco dedos de altura de carne, cogumelos, cenoura e courgette carbonizados no fundo da panela. Devidamente colados à mesma para a vida toda. O resto da comida na panela estava aromatizado. A brasa. O animal (selvagem) acha que puxar os cabelos aos outros tem graça. O riso é de psicopata. Juro. O meu portátil de trabalho está tão bom

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Chão que é casa.

Esteve um tempo manhoso que não deixou aproveitar a relva fresca recém-cortada. Os calções não saíram da mala e valeu-me a sweat que trouxe e me lembrei de colocar no trolley já quando o estava a fechar. A caldeira e a lareira estão com a maluca por isso vamos todos a cheirar a fumo. Assim mesmo muito. O Rodrigo não saiu do chão e desconfio que engoliu três quilos de

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Conversas da Maria

Há umas semanas, em mais uma consulta de especialidade. A médica que já a segue há algum tempo de um lado da secretária. Do outro eu, ele e ela. Os adultos conversavam sobre o mais recente diagnóstico, próximas medidas e as várias opções em aberto. Ela fazia um desenho. A dada altura, muito baixinho: “Oh pai, eu não devia estar aqui a ouvir estas coisas…” Minha pintassilga, tão exageradamente despassarada

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A dias de somar dez anos, a eutanásia como tema do dia.

A dias de somar dez anos, a eutanásia como tema do dia. A dias de somar dez anos que a minha irmã recebeu o diagnóstico de leucemia. Assim, como vos escrevo aqui. Aos vinte e um anos. Aos vinte e um anos. Hoje estou a fazer uma frequência, amanhã fico com febre, a febre não passa com antibiótico, volto ao hospital e sou internada de urgência já com órgãos em

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O que lá vai, lá vai.

[Nota prévia: está tudo bem] Fui feliz quando tinha sete anos e a minha única preocupação era ter a certeza de que não perdia o aparelho dos dentes durante o almoço na escola. Fui feliz quando tinha doze anos e a minha única preocupação era ter a certeza de que eu e as melhores amigas (da época) ficávamos na mesma turma. Fui feliz quando tinha dezasseis anos e namorava o

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Inconsistência? Não. Humana.

Não trocava por nada os nove meses que estive dedicada a 100% a esta coisa maravilhosa que é ser mãe. Foram nove meses maravilhosos que deviam ser acessíveis a todas as mães. Não é só escrever leis. É preciso patrocinar essas leis. É preciso ajudar orçamentos familiares (quantas famílias podem “dar-se ao luxo” de estar 3 meses com um dos membros a receber 25% do seu salário?). É necessário mudar

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Conversas da Maria

Um dia destes ao jantar, com os meus pais, televisão ligada no telejornal e aparece o cromo do Jorge Jesus. – Oh avó!, eu sei quem é aquele senhor! – Sabes? – Sei! É o treinador do Sporting! – Ai é? – Sim! É o Jorge Jesus. Eu às vezes vejo-o na natação. – Pois, é normal. – Sim mas olha, agora não tenho visto porque ele anda muito atrasado

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É só mais um dia…

São 21h57 e sentei-me há minutos no sofá… O dia foi bom. Tão bom. (Não são todos?) Eles adormeceram na minha cama… vou dar mama ao gordo, deitada porque se assim não fosse era contractura semana sim, semana sim, em vez de ser uma de três em três meses (calhou de ser este fim‑de‑semana), ela vem sempre atrás… Quando ele acaba de mamar ela já dorme… O gordo dá três

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Conversas da Maria

Sexta-feira a meio da tarde lembrei-me que podíamos sair para jantar fora os dois. Por razão nenhuma, só porque sim. Alinhei a logística dos miúdos com os avós e marquei o restaurante no The Fork. Chegámos a casa relativamente cedo mas a Maria já estava naturalmente a dormir. Sábado de manhã, entra de mansinho no quarto e depois a correr até à nossa cama. – Oh mãe! Onde é que

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