Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

Últimos posts

tudo o que vou dizendo por aqui

Uma espécie de toca e foge

Os meus dias não têm vinte e quatro horas. Têm quarenta e oito. E já calhava bem se desse para estender até às setenta e duas. Sinto que ando por aqui num limbo. Uma espécie de toca e foge que ainda não aprendi bem a jogar. Ser a Vanessa. Ser a Vanessa mulher. Ser a Vanessa casada. Ser a Vanessa mãe da Maria. Ser a Vanessa profissional. Ser a Vanessa

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O último fim-de-semana de chuva?

Os dias cinzentos perseguem-nos. (Ou nós perseguimos os dias cinzentos.) Ontem foi mais um dia a acelerar. Esforcei-me por sair às 16h (o milagre aconteceu e consegui), fui num tirinho dar um toque às pestanas. Apanhei a Maria no colégio e seguimos para casa. Enquanto ela via televisão, preparei as malas para o fim-de-semana. Ele chegou, carregámos o carro e fomos buscar o gordinho à avó. Tróia e o Aqualuz estavam

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E Paris?

Estamos de volta e vivos!… Já deu para perceber não é? Sobrevivemos a 4 dias (o primeiro não conta… digo eu!) com mais de 10 miúdos em Paris! Mais de 50 km acumulados nas pernas deles (e nas minhas com um gordo de quase 9 kg permanentemente colado a mim – juro que esta mochila vale cada cêntimo! Zero dores, zero! lá e no regresso!), muita junk food (regressei a

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Histórias do pequeno selvagem…

Tinha um pequeno budinha, que já não é pequeno nem budinha mas continua igualmente calmo… Dona Mini Me, também conhecida como Maria. Agora temos um pequeno selvagem. Um diabrete em forma de bebé. Um dia destes, antes de me deitar, separei um conjunto de roupa branca para lavar. Tirei do cesto que está no WC do quarto e deixei um montinho no chão para na manhã seguinte aproveitar e meter

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Conversas da Maria

Um dia destes ao final do dia… (as nossas conversas a duas são sempre muito peculiares) – Oh Maria tens a certeza que o mano quer que a festa de aniversário seja sobre o Mickey? – há uns meses que diz que a festa do primeiro aniversário do mano vai ser do Mickey. – Sim mãe, o mano quer uma festa do Mickey! – Não achas que devia ser antes

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Subir devagarinho e mergulhar fundo

Ao longo dos últimos anos temos vindo devagarinho a subir à tona… Nunca estivemos num abismo profundo mas também nunca andámos à tona, a boiar descontraidamente. Cada exame era um metro abaixo… Cada diagnóstico descartado, dois metros acima. E sempre, mas sempre, a certeza de que havia qualquer coisa. Fisiatria. Neurologia. Genética. Ortopedia. Desenvolvimento. Tudo. Análises e exames do arco da velha. Na sexta-feira passada chegou finalmente o diagnóstico. O

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o flagelo dos collants

Alguém tem de falar nisto! É uma calamidade que consome metade da população durante sensivelmente um terço do ano (talvez mais?) e ninguém escreve sobre isso! Nunca! Nunca vi uma notícia de abertura sobre esta tragédia ou, sequer, uma pequena reportagem no final do final da emissão noticiosa. Como? Como é que ninguém fala desse pesadelo que é a sarna que consome as nádegas de uma mulher quando veste collants,

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Conversas da Maria

Ontem, depois deste dia corrido, houve direito a conversa profunda a caminho de casa… Começou por rimas com “tremor de terra”, passou pela descrição do bolo do Tomás “Que oh mãe! Afinal a Sandra estava a brincar e não era de princesas! Era de dinossauros!” – ficou tão contente por ter uma fatia à espera dela quando regressou da natação já depois de terem cantado os parabéns!, e foi parar

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Na sala de espera

na sala de espera do hospital. não, não é a minha mãe. primeiro sou eu. depois logo subo ao internamento. às vezes penso mesmo que os meus dias têm quarenta e oito horas. não, não deviam ter. têm. estive em reunião desde as nove e meia da manhã. ao almoço, engoli em trinta minutos, dois pratos de arroz com feijão, banana frita, frango e salsicha brasileira. empurrei com morangos e

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no sofá

Manhã em modo despacho. (Não são todas?) A donzela tinha análises para fazer (em jejum claro!, imaginam o “Mãeeee tenho fome” de cinco em cinco segundos?). Aproveitar que estávamos no hospital e subir ao piso do internamento para dar um beijinho à minha mãe. E para ela comer sentada e ver um episódio de uma qualquer série no Panda de mão dada com a avó. Deixar a gaiata no colégio e

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