Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

E no Carnaval se não podes vencê-los…

Vocês não sabem mas há uns anos eu dizia que não fazia grande questão de ter filhos.

Reparem, não era não querer. Não fazia era parte dos meus objectivos de vida obrigatórios. Não sentia que fosse uma condição essencial para ser feliz e viver a minha vida feliz.

Bem, adiante que isto não é uma divagação filosófica. Não fui uma criança típica e é talvez por esse motivo que não me via como mãe (por esse motivo e porque acredito mesmo que há um momento para tudo). Não gostava de bonecos nem de barbies, não gostava de brincar, não gostava de laços nem folhos, detestava pinos, rodas e todas aquelas macacadas que as meninas adoram. ABOMINAVA o Carnaval. Facto agravado de forma significativa desde o dia em que na escola me obrigaram a mascarar de ananás e a minha mãe, que é só a pessoa mais cuidadosa e atenta aos pormenores, se esqueceu de juntar ao fato de treino amarelo e às sabrinas douradas que ia levar por baixo da farpela de ananás, umas meias a condizer. Resultado? Tenho então uma fotografia maravilhosa, de totó lindo, coroa de ananás, corpo de ananás, fato de treino amarelo e sabrinas douradas… Com umas meias rosa choque maravilhosas!

Fiel aos meus princípios – por muito tortos que sejam, decidi assim que a Maria nasceu que enquanto não pedisse, eu não a ia mascarar de nada. Rigorosamente nada. E assim foi.

Entretanto…

Doutora Brinquedos, Sininho, Médica,… Já experimentou umas quantas alternativas desde que começou a ter voz. Sim. Eu adorava que ela fosse daquelas miúdas que pedem para se mascarar de figuras alternativas. Astronauta. Frida Kahlo. Salvador Dali. Caveira Mexicana. Princesa Leia. Mas não. A minha filha, que é tão tão diferente em tantas outras coisas, é nisto uma miúda igual à maioria. Personagens da Disney? Venham elas!

E qual é a diferença este ano? É que o Rodrigo que, naturalmente, não pede para se mascarar, tem uma irmã que pede por ele!

Cá em casa e porque descobri que isto do Carnaval é mais ou menos como os casamentos que têm de ser preparados com dois anos de antecedência, já está tudo tratado, através da Funidelia, uma loja online que comercializa disfarces e acessórios para o Carnaval, Halloween e festas temáticas.

Perdi-me num sem fim de alternativas para bebés, miúdos e até graúdos (não, não pensem que me vão ver mascarada de porquinho da Índia). Eu que nunca (juro!) vi um episódio Star Wars completo estive vai não vai para escolher um mini Darth Vader para o Rodrigo mas lá resisti! Na secção de fatos de Carnaval para bebés há um mundo de opções… Super-heróis, animais, princesas da Disney e até um Humpty Dumpty delicioso!

A Maria, que não vê os canais habituais de televisão (mas que é especialista no Netflix, não se iludam!) sabe bem quais são as personagens da moda ou não andasse ela num colégio com mais meninas. Vai daí, fiz-lhe uma surpresa e escolhi a Elena de Avalor (ainda por cima tenho ali uma capa em pêlo que combina… é que Carnaval de braço e pernocas ao léu só mesmo no Rio de Janeiro) e a donzela ficou como só podia ficar, encantada!

E agora, até eu que não acho piada ao Carnaval, estou desejosa de os ver outra vez assim daqui a uns dias!

 

[em parceria com a Funidelia]

1 Discussion on “E no Carnaval se não podes vencê-los…”

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