Qual é o valor acrescentado da existência de 50 blogs que publicam indumentárias exactamente iguais às que encontramos nas vitrines das lojas fast fashion, sem qualquer adaptação ao quotidiano das respectivas autoras e sem qualquer laivo de personalização dos mesmos?
Eu sei, eu sei, podem dizer-me que o meu blog não traz valor acrescentado em qualquer das vertentes que aborda. Todavia, hoje deu-me para falar da blogosfera em geral e não de mim.
A verdade é que eu gosto de encontrar um blog e ver/ler/conhecer qualquer coisa de diferente e original.
Gosto de deparar-me com um blog pessoal (ressalva, pessoal não é privado) e sentir cumplicidade com a vida do autor… Gosto de descobrir um blog sobre livros e ter vontade de ir a correr à FNAC… Gosto de encontrar um blog sobre viagens e ficar roída para me enfiar num avião… Gosto de encontrar um blog de moda e deslumbrar-me com a elegância, com a feminilidade, com a originalidade…
Eu não visto o “que está in” porque não sou assim, porque penso pela minha cabeça, porque tenho uma vida e devo adaptar o que visto a essa vida, porque tenho gosto próprio e não vou começar a usar camisas de ganga só porque alguém diz que se usa…
Eu sei desde os 13 anos (que é desde que tenho esta altura e este comprimento de perna) que não vou usar mini-saias sob risco de parecer uma Maria Maluca. Vai daí, não é porque gosto muito de ver em algumas pessoas, que vou começar a usar mini-saias para algum lado que não seja a praia.
Volto a frisar, gosto de pensar pela minha cabeça e sobretudo de encontrar um ponto de equilíbrio entre o que gosto de ver nas lojas e aquilo que se adequa à minha vida pessoal e profissional e principalmente que se adapta a mim.
Hoje em dia, não é difícil encontrar dezenas de blogs que não fazem mais do que mostrar conjuntos diários que são verdadeiras réplicas das montras dos centros comerciais… é natural que existam tendências, afinal é isso que é a moda, mas é absurdo que se caia no ridículo da ausência total de personalidade e originalidade.
E, mais importante ainda, é não esquecer que essa personalidade e originalidade além de poderem ser reflectidas no que vestimos, devem sobretudo estar implícitas naquilo que somos.
Clap clap clap.
De pé!
Não podia estar mais acertado e mais de acordo com o teu post, Me. Ao andar na rua penso que as pessoas tendem cada vez mais a perder a individualidade e a andar todas vestidas quase de igual, salvo raras excepções. Não é à toa que se chama a “geração Morangos” aos jovens pois andam todos vestidos tal e qual os actores e actrizes da telenovela da moda. Que se adoptem determinadas tendências nos nossos looks diários, é uma coisa. Agora que não consigamos jogar com aquilo que temos guardado no armário e nos limitemos, como dizes, a copiar o que vemos nas montras faz-me confusão. Por gostar de moda é exactamente isso: conhecer as tendências e sermos capazes de (re)criar a moda à nossa maneira, de acordo com o nosso gosto, corpo e personalidade. Esta é a minha forma de ver as coisas mas se calhar existe pouca gente assim…
Não poderia estar mais de acordo, falta personalidade…
Gostei de ler… assino por baixo. há blogue sque não trazem valor acrescentado nenhum… e muitos deles é farsolada, conheço um deles , em que a menina se arma em Madame só coloca peças caras, compradas no ebay (mas isso pouco interessa) , inventa viagens que não faz, e vem das barracas do Cacém, mas agora é fina LOL. Me obrigada pelo teu blogue, pela tua sinceridade , pela tua originalidade. Obrigada por seres tu própria e animares a minha vida. Beijocas
Pois eu acho-te muito mais fashion a ti, no teu look mulher-adulta-elegante-e-executiva do que a maioria dos blogues de fahionistas que se vestem como palhaços e que acham que juntar 1001 cores é que é moda. 🙂
Gostei muito deste teu texto (aproveito para dizer que também me identifiquei com o da Marianne). Sinto praticamente o mesmo. Muitas vezes olho para determinados looks e fico a pensar 1) se fosse trabalhar assim era despedida no segundo seguinte a sentar o rabo na secretária – se é que chegava à secretária; 2) devo ser mesmo um pãozinho sem sal (que sou, muito por causa do primeiro ponto) já que me visto de uma forma mesmo muito simples. Tento dar um “ar da minha graça” nos sapatos/carteira ou acessórios, mas nada mais do que isso.
Só para terminar, não ligo a moda, não sigo tendências e detesto usar coisas que toda a gente usa. Sou menina para deixar de usar uma peça se vir muita gente com algo igual.
Beijocas grávida linda! 🙂
Posso bater palmas?!
eu acho, que qualquer um de nós identifica grupos na sociedade, que se regem por padrões idênticos. há quem vista clássico, há quem prefira roupa mais desportiva, há quem siga as tendências das montras, há quem siga as tendências da Moda, há quem vista de preto, há quem usa calças abaixo do rabo, há quem use o que pode comprar, há quem nunca chegue a conseguir usar tudo o que compra.
apesar de todos reclamarmos originalidade, estamos sempre inseridos num determinado grupo. é a história do “todos diferentes, todos iguais”. sou a favor da originalidade mas gosto da liberdade de simplesmente sermos o que escolhemos ser… mesmo que isso seja copiar alguém que temos como referência. provavelmente é porque nos diz alguma coisa. provavelmente poderá ser um caminho para encontrarmos o nosso estilo. que poderá ser original mas nunca será único.
beijocas
*está lindo o quarto
É exactamente isso que tento fazer com o meu blog, mesmo não tendo a certeza se sou bem sucedida.
Tento mostrar o que sou, mostrar que não precisamos de ter as últimas tendências para estarmos bem vestidas e frisar que o mais importante é sermos nós no que vestimos, não estarmos a inventar uma personagem que não tem nada a ver connosco. Porque não interessa sermos todos iguais, vestirmos todos a mesma coisa, somos pessoas diferentes.
É também isso que tento fazer como consultora de imagem, não visto as clientes com o que eu gosto, ou com as últimas tendências, mas sim, com peças que se encaixem no seu dia-a-dia, no seu tipo de corpo e no seu gosto.
Num post recente sobre o casamento de uns amigos disse que “se não nos sentirmos bem com o que temos vestido isso vai transparecer, o que não nos vai valorizar em nada .” e é a mais pura das verdades.
Acho que prolonguei de mais o meu comentário , mas o assunto que abordaste é algo que me diz muito e que tento defender com unhas e dentes.
Já agora o meu próximo post “ontem foi assim” vou estar de mini-saia, ser baixa faz-me ter de fazer bainhas e todas as calças e a imensas saias, mas também me permite usar mini-saia.
Olá Me
Costumo vir sempre aqui espreitar mas não costumo comentar, mas gostei tanto do modo como escreveste o post que tive que dizer o que penso. Concordo com aquilo que falaste pois penso que se deve pegar nas tendências e mistura-las com o nosso estilo pensando sempre se nos fica bem ou não. Ora se eu tenho bastantes curvas não vou usar um blaser dos que toda a gente usa agora senão vou parecer um armário certo? E camisas de ganga ou calções de ganga? Era giro ir assim trabalhar… E calças tipo cenoura? Não, eu fico-me pelas de corte clássico. E quem usa todas as tendências ao mesmo tempo, ou é mesmo magra ou não vai ficar bem. Gosto de ver blogues em que cada um faz o seu estilo além de blogues de cosmética, livros , viagens, culinária, etc. Assim aprendo sempre coisas novas!
http://malasesapatitos.blogspot.com/
Eu que nem sou nada virada para as modas, também já tinha constatado isso.
Concordo e entendo exatamente o que dizes.
Beijos
Apoiado! Então há determinadas peças de determinada estação que toda a gente tem. Este verão, toda a gente tinha a mini-saia verde e a rosa-choque da zara! Que sufoco! E houve ali uma altura que era o blazer com as mangas arregaçadas. Ah, e o colete de pêlo. E o relógio dourado da Swatch. Safa!
Me, gosto muito do teu estilo, pois gosto de roupa feminina e colorida, e também só uso praticamente saias e vestidos. Mas, mais do que isso, gosto do facto de seres das poucas bloggers que usa roupa que parece poder ser usada no dia-a-dia. Ah, e usas roupa que parece adaptável a todas as ocasiões e não coisas completamente estigmatizadas. Espero que depois da Mini Me nascer continues a ter tempo para de vez em quando publicar os teus details:)
Beijinhos
Manuela
Vim cá parar porque alguém partilhou este texto no facebook e de facto tinha de comentar. Concordo com tudo o que disseste. Apesar do meu blog mais activo ser de moda passo muito mais tempo a divagar em blogs de texto. E quando muitas vezes me atacam pelos meus looks serem muito simples eu apenas penso: mas será que há gente que se veste para o blog, compra para o blog? Lá por me mostrar não perdi a minha identidade e eu sou assim. Não misturo grandes cores, embirro um pouco com tendências e não gosto de usar muitos acessórios juntos. Isso não invalida o meu blog junto de outros.
Vou ler mais do que para aqui tens. Beijinho
Raquel
E não (deves) conhecer as pessoas aqui de Braga… parecem chineses, todas de igual… e quando alguém veste algo diferente fazem essa pessoas sentir-se numa montra…
Volta e meia, com “os meus sapatos”, caminho em direcção a este blogue, e gosto do que vou lendo! Devaneios de toda a espécie…
Em relação a este post , acho que diz tudo quando escreve: “A verdade é que eu gosto de encontrar um blog e ver/ler/conhecer qualquer coisa de diferente e original. Gosto de deparar-me com um blog pessoal (ressalva, pessoal não é privado) e sentir cumplicidade com a vida do autor… […]
🙂
isso os passatempos repetidos ate a exaustão, que a mim cria o inverso, apetece logo é não comprar nada (geralmente não compro).
Os temas ate a exaustão, se acontece um evento é blog atrás de blog a falar do mesmo.
Mas cá entre nós a malta gosta
Olá 🙂 Já há muito tempo que te leio, já te acompanhei no forum d’o meu casamento (embor não estivesse inscrita), ja te acompanhei no outro endereço do blog, sinto que já te conheço! Há poucos dias decidi começar também eu a escrever! Se achas que mereço uma oportunidade dá uma cuscadela no meu muito muito recente perfil 😉
Em relação ao texto: MUITO BEM DITO!!
Beijinhos
http://beautyandattitude.blogspot.com/
Ola! Primeira vez que leio 🙂
Percebo o que dizes, mas não concordo totalmente!! Se há blogues que sinto que não me acrescentam nada, simplesmente não abro… Mas acho que cada um é livre de arranjar os seus próprios conceitos e as suas referências… Nem todas as pessoas têm que corresponder à tua noção de originalidade… (sem ofensa!!!) Há blogues que uns acham um máximo, outros acham giro, outros banal, e outros “palhaço”… Vai sempre haver quem goste e quem não goste… E isso só mostra que afinal há alguma originalidade – pois não gostamos todos do mesmo hahaha
Dito isto, gostei do texto (apesar de não concordar totalmente, entendo o que queres dizer eheh) Beijinhos 🙂
Génial ton blog!