Eu, Tu e os meus sapatos

Louca pela vida. Louca por ti. Louca por escrever. Louca por sapatos.

Telemóveis… profissionais!

Após profunda e exaustiva análise (???) cheguei à brilhante conclusão que cá por casa existem dois tipos de telemóveis profissionais. Essa inferência levou-me a divagar sobre tamanha dúvida existencial: como trabalhavam as pessoas há 20 anos sem telemóveis?

E assim, passo a dissertar sobre as diferenças cá no estaminé.

O telemóvel da menina, toca dentro das horas ditas normais , digamos 8h – 20h e muito esporadicamente depois dessa hora. Ao fim-de-semana é raro e nas férias só acontece uma vez por outra. A verdade é que também faço questão de distinguir muito bem, para mim e para quem contacto, o meu número pessoal do profissional. À excepção do R. ou da minha mãe (e muito raramente) mais ninguém recorre ao meu n.º de trabalho.

Por outro lado, o telemóvel do sr. eng. parece pior que a 2ª Circular em hora de ponta à sexta-feira. Ele é 4h da manhã de sábado, 11h da noite de sexta, 6h da manhã de domingo. De férias, sem ser de férias, no país, fora do país… é um espectáculo (NOT). Então agora com o Inverno a chegar e com ele as chuvadas… e com as chuvadas chegam os cortes de energia e de comunicações… e com esses cortes chegam as chamadas de emergência e pumba! Resultado? A je a prometer que vai lançar o dito cujo (o telemóvel) pela janela abaixo!

Ora e isto até seria um texto totalmente displicente, irónico e sem qualquer ideia profunda se não chegássemos ao ponto que referi logo no início: como trabalhavam as pessoas há 20 anos atrás sem telemóveis?

Trabalhavam! É claro que trabalhavam! Então por que não procurar encontrar procedimentos e instruções para que se reduza o volume de comunicações ditas “urgentes”?

A verdade é que, desde a Revolução Industrial até aos mais recentes avanços tecnológicos, a quantidade de ferramentas criadas para facilitar o trabalho é avassaladora. Verdadeiramente excepcional.

Mas, na realidade, acredito que muitas dessas ferramentas tornam o ser humano preguiçoso, acomodado e pouco criativo em situações de urgência… porque, a verdade é que, se por um lado é mais confortável passar a batata quente numa situação destas, por outro, também é menos arriscado delegar responsabilidades…

É, verdadeiramente, uma situação Win – Win.

Ou será antes Loose-Loose e ninguém está a ver isso?

16 Discussions on
“Telemóveis… profissionais!”
  • Concordo plenamente com essa análise! Em primeiro lugar, acho-nos demasiado dependentes; em segundo lugar, acho um abuso muitas vezes da parte de quem liga, liga-se por tudo e por nada. Realmente, é mais fácil ligar a outra pessoa do que resolver um problema…

  • Eu já tive telemovel de serviço e quando vi que as pessoas não respeitavam os horários ditos normais, começei a desligar o telemóvel depois do horário dito aceitável e olha que nunca ninguém teve o desplante de refilar, deixem mensagem e para isso que elas existem

  • felizmente no meu trabalho não preciso de telemovel de serviço…. nem eu nem o boyfriend e ainda bem!
    sem dúvida que o telemóvel ajuda, mas abusar dele e não respeitar os horários das pessoas… como assim controlá-las acho um horror.
    Por outro lado cabe a nós gerir isso!
    eu só telefono a alguém depois das 21 h se tiver combinado telefonar e a pessoa o saiba e conte com isso, ou se surgir algo muito importante…
    Detesto quando me ligam as 11 ou meia-noite e dizem: ah e tal era só para saber como estás! uuii fico roxa…..
    Muitas vezes na vez de ligar mando um sms, assim a pessoa responde se quiser ou falo-á no dia seguinte….
    E não me sinto dependente do telemovel apesar de ter noção que ajuda sim ajuda muito.

  • Por aqui o telemóvel também tocava aos fins-de-semana, férias, horas indecentes, etc.
    Mas cortou-se o mal pela raiz, é chegar a casa e desligar o telemóvel.
    Foi remédio Santo, agora deixo-o ligado meses e meses e já não toca fora de horas, já perceberam que não o devem fazer e aprenderam a esperar, porque no dia seguinte também é dia!

    Mas realmente ponho-me a pensar como é que eu fazia em miuda para avisar a minha de alguma coisa, tipo chegar atrasada a casa ou assim, mas não me lembro como é que fazia! Se calhar cumpria-se era mais os horários por saber que não havia um meio de contacto assim tão fácil!

    Bjks***

  • O que eu me ri agora sozinha, que me revejo inteirinha, no que aqui está escrito.
    Será que o meu marido é colega do Sr. Engenheiro?
    Afinal o telefone dele toca 24 horas por dia e também está na área das telecomunicações.

  • Susana, nops. O R. não está na área das telecomunicações… Ou melhor, na empresa onde trabalha as comunicações também são uma responsabilidade dele. Mas essa não é a especialidade (nem a maior dor de cabeça) dele.

    Bisouxxx

  • De facto, há trabalhos que assim o exigem! Talvez por isso sejam mais compensados, a nível monetário, que outros. E sim, eu sei o que isso é. O meu Engenheiro também já sofre desse mal ou bem. Tem as suas vantagens e desvantagens. Beijinho 😉

  • Bem, essa coisas das comunicações e dos telemóveis enquadram-se bem nas teorias da globalização. E existem autores que encaram a globalização numa posição positivista e que não se referem à perda das identidades locais, à massificação de tudo etc etc mas à facilidade que a globalização nos traz em podermos comunicar a qualquer hora, em qualquer lugar com toda a gente, entre muitas outras coisas claro. Portanto, minha querida, resta-me dizer-te que isto só tem tendência a piorar… ou a melhorar dependendo da perspectiva e os telemóveis vieram para ficar e para nos facilitar… ou lixar a vida.

  • Me, eu acho que o problema está na profissão (e no saber impor limites também).
    Lá em casa temos o mesmo problema. Eu posso ficar a trabalhar até mais tarde, mas sempre dentro dos limites do razoável. O telefone raramente toca fora do horário de trabalho, e nas férias só mesmo em caso de estrita necessidade.
    Ele é a anarquia. É raro sair antes das 20h. O telefone toca a todas as horas e como trabalha em informática, é quando algum computador, servidor ou algo do género avaria que ele tem que estar disponível. A partir do momento em que o vi sair de casa às 7h da manhã de um Domingo, porque lhe ligaram a pedir para ir ver o que se passava com um servidor importante, já nada me espanta!

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